Medo Adulto
 

O MEDO NORMAL

É uma reação protetora do ser humano. Um mecanismo de autopreservação de luta ou fuga diante de um objeto ou uma situação interpretada como ameaçadora; à medida que esse perigo não mais esteja presente, por enfrentamento ou evitação, esse medo automaticamente cessa.

O MEDO PATOLÓGICO

É uma não-reação ou uma resposta inadequada que inviabiliza aqueles mecanismos de luta ou fuga; paralisa e impede qualquer reação diante do objeto da ameaça.

A FOBIA

É uma reação de medo exacerbado e irracional diante de um objeto ou uma situação específica acompanhada de uma grande ansiedade. Há a conscientização desse excesso, daí o mecanismo de evitação gerando mais ansiedade que se extingue, quando já não há mais exposição ao objeto fóbico.

O MEDO PATOLÓGICO

É precedido de uma ansiedade que, dependendo da manifestação e intensidade diante do objeto ameaçador, caracteriza um distúrbio fóbico.

 

DIFERENÇAS: MEDO, FOBIA, ANSIEDADE

Teoricamente não há diferença entre fobia e ansiedade; o primeiro estaria associado a um objeto previamente identificado e, portanto, passível de ser evitado, enquanto o outro uma sensação vaga, difusa, enfrentada de forma rápida ou duradoura, mas sempre inquietante.

A ansiedade que antecede ao medo patológico é considerada distúrbio quando interfere nas atividades diárias. Esses distúrbios são: ansiedade generalizada (preocupações compulsivas), distúrbios do pânico (crises repetidas de ansiedade antecipatória), distúrbios fóbicos (agorafobia, fobia social, transtorno obsessivo compulsivo, fobia específica, transtorno de estresse pós-traumático).

Todos os distúrbios acima citados têm fundamentos teóricos diversos, nas diferentes linhas de atuação: comportamental, existencialista, biológica ou psicanalista.
Na prática clínica, independente da classificação, são observados cuidadosamente tais distúrbios, por limitarem o curso natural da vida humana.
Sabemos o quanto os medos fazem parte do universo infantil e a permanência deles está contida na vida psíquica de cada um.

É na SÍNDROME DO PÂNICO que o medo tem sua maior expressão, talvez a maior de todos os distúrbios; os medos infantis ressurgem como se estivessem guardados desde sempre...
A SÍNDROME DO PÂNICO é povoada por conflitos do “ser adulto” ou “continuar criança” por conta de uma estrutura egóica fragilizada. Há registros do sentimento de abandono que, efetivamente pode não ter sido vivido de fato, mas sabemos que o que importa não é o acontecimento real, mas como cada pessoa elabora esse fato.
Na SÍNDROME DO PÂNICO, o medo é constante e rouba o direito e a possibilidade do “ir e vir”.
É o medo de sentir medo (ansiedade antecipatória) que sinaliza o quanto precisa de colo, atenção, segurança, proteção; de continuar sendo filho e eleger alguém que legitime sua identidade adulta.