Nosso movimento diário nos leva tão somente a resolver assuntos práticos, exatamente como é a dinâmica do nosso dia-a-dia. Tratar de questões psicológicas, quase sempre, nos parece adiável, embora façam parte de nossa vida e seja uma necessidade tão antiga quanto a própria humanidade. Não discordamos que as emoções, de algum modo, repercutem em nosso corpo, mas, em determinados momentos, não temos clareza para explicar o fato.
Quantas vezes nos pareceu tão evidente o quanto as emoções foram responsáveis por alguma alteração orgânica? A partir dessa observação, não dá para duvidar o quanto nossa vida psíquica constitui-se de um somatório de experiências atuais e passadas, percebidas e registradas, de maneira peculiar.
Que o campo de nossos interêsses, de nossas censuras, de nossos desejos, nem sempre se limita à esfera consciente, mas antes e sobretudo, ao inconsciente.
A resultante ação do psíquico sobre o corpo,expressará sempre algo de muito pessoal, ligado à nossa história de vida.
Os distúrbios que envolvem corpo e psiquismo são objeto de estudo da Psicossomática.
É importante observar que não basta apenas cuidar dos sintomas, como fazia a Medicina tradicional. Hoje, felizmente, a prática médica também lança um olhar psicossomático, cuidando ou encaminhando para que se descubra a dinâmica interna que levou àqueles sintomas, porque o nosso corpo, comprovadamente, nunca está doente sozinho, ele nada faz por si mesmo senão expressar as informações da nossa consciência.
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